h1

Vou ligar para o Procon!

domingo - 17/05/2009

Eu esperava mais de “Meu nome não é Johnny”. Tinha tudo para ser um filme impactante, mas parece que nem o roteiro nem a direção conseguiram explorar todo o potencial da história de João Estrela. No final, a única coisa que senti foi uma vontade incontrolável de ligar para o Procon e reclamar da propaganda enganosa. O trailler prometia muito mais.

A transformação de um molequinho de classe média em um traficante internacional que apenas queria viver o agora e que só cai na real depois de internado em uma instituição psiquiátrica ficou perdida em algum lugar entre o início do filme e o final, mas eu não encontrei.

Uma mãe beata que acredita que o filho é um santo ao lado de uma namorada extremamente vulgar mascando chiclete em um escritório de advocacia dão a tônica de um filminho sessão da tarde que trata a questão do hedonismo sem limites da juventude contemporânea de forma caricatural e superficial.

O que vemos na tela é uma sequencia de cenas desconectadas numa tentativa mal-sucedida de transpor para a tela o caminho traçado por um molequinho de classe média com um pai doente omisso e uma mãe religiosa ausente que cresce sem limites em meio a festas e drogas.

Um dos momentos decisivos do filme, o da prisão e julgamento de João Estrella, é mal conduzido de modo que nem o choque de realidade do protagonista nem a dificuldade da juíza em decidir o destino dele sejam devidamente retratados.

No final das contas, a história de João Estrella realmente promove a reflexão, mas o filme em si não convence nem como mero entretenimento, já que a história se arrasta em momentos não tão relevantes e passa batido por qualquer das questões levantadas. É um filme sessão da tarde que quer ser um “Cidade de Deus” e um “Tropa de Elite” quando crescer.

h1

Uma Mente Brilhante

quinta-feira - 16/04/2009

O Oscar deste ano me pegou de surpresa. Apesar de ainda não ter visto praticamente nenhum dos filmes quando saiu a lista de indicados – já que eles demoram horrores chegar ao Brasil – comecei imediatamente uma torcida para que houvesse um empate e todos os diretores pudessem levar para casa aquele carinha dourado. Entre os indicados a melhor diretor, cada um tinha feito pelo menos um filme marcante na minha vida. Começando pelo Ron Howard…

Tudo bem que ele nunca foi muito de fazer filmes cults, mas não posso ignorar o fato de eu simplesmente adorava ver “Splash” e “Cocoon” na Sessão da Tarde! E vamos combinar que ele está fazendo muito suce$$o filmando os livrinhos do Dan Brown. Mas o filme dele que eu realmente gosto é “A Beautiful Mind”, que tem uma fotografia linda e uma história muito comovente.

Não entro numas de discutir sobre ele ser baseado em uma história real e se os acontecimentos foram aqueles ou não. Mas o importante é que eu não consigo lembrar desse filme sem pensar no meu marido. Pode ser que só eu no mundo ache isso, mas eu juro que existe uma certa semelhança física entre o Russel Crowe e o Gustavo, ainda mais nesse filme, em que ele faz um nerd – e meu marido é formado em mecatrônica.

Stephen Daldry parece ser uma cineasta iniciante – o que será que ele fazia antes? –, mas só parece, porque não é todo dia que alguém consegue tantos prêmios e indicações já no primeiro longa. Talvez alguns prefiram “The Hours”, mas para mim “Billy Elliot” já nasceu um clássico. Quando trabalhava em uma locadora e tinha que escolher o “filme ambiente”, Billy Elliot era sempre a minha primeira opção.

É difícil escolher um só filme de um diretor tão diverso e controverso como Gus Van Sant. Em “Good Will Hunting” e “Finding Forrester” ele cativa com uma direção precisa e em ”My Own Private Idaho” e “Paranoid Park” ele polemiza com uma direção ousada.

Outra característica marcante desse diretor é paixão por histórias reais, como em “Elephant” e “Last Days”, usando os extremos para retratar toda uma geração. Mas é em “Milk” que ele consegue reunir o seu talento para remontar a história real de Harvey Milk, emocionando até quem acha que não foi afetado por suas ações.

É impossível ver um filme de David Fincher e continuar a mesma pessoa depois. Ele tem o poder de transformar todo o fantástico de seus filmes em algo totalmente verossímel e ainda faz com que o público se identifique com os personagens, apesar de todos os personagens serem um tanto quanto peturbados.

“Fight Club” até hoje é um mistério para mim. Como pode um filme como aquele? Claro que da cabeça do Chuck Palahniuk não iria sair nada muito comum, mas a direção de David Fincher não permite que ninguém aponte furos na história. A força das imagens e toda a edição tornam esse filme uma obra-prima do cinema.

Chegamos então ao vencedor do Oscar de melhor filme e melhor direção. Danny Boyle é um gênio. Depois de ficar conhecido pelo suspense “Shallow Grave”, e ter cometido loucuras em “Trainspotting”, resolveu passear por vários outros gêneros. Resgatou o musical com “A Life Less Ordinary”. Ressussitou os filmes de zumbis em “28 Days Later”.

Em “Sunshine”, uma experiência de ficção científica, Danny Boyle produziu um filme hipnotizante pela beleza das imagens e pela complexidade na condução da história. O Oscar veio como reconhecimento de uma carreira Ganhou um Oscar com uma homenagem a Bollywood em “Slumdog Millionaire”.

Danny Boyle, com uma filmografia tão eclética, parece ter a mesma disposição que um outro cineasta que fez épico, comédia, suspense, ficção científica e foi bem sucedido em todas as suas obras. Danny Boyle pode não gostar de comparações, mas acredito que pode ajudar a diminuir a falta que Stanley Kubrick faz no cinema.

h1

Prato do dia

quinta-feira - 16/04/2009

Às vezes eu me considero uma mulher de muita sorte por ter um marido que adora cozinhar. Volta e meia ele prepara carnes com ervas deliciosas, risotos com queijos irresistíveis e tortas com recheios surpreendentes.

Depois que um italiano veio estudar arquitetura aqui na UnB e morar aqui em casa, então, pasta virou uma paixão para ele. Já aprendeu todos os molhos que o Alessio sabia e ainda pediu receita para a mãe dele.

Gosta de receber os amigos para provar receitas novas e vive marcando jantares regados a um bom vinho, ou a uma boa cerveja. Muito raro um fim de semana ou feriado em que ele não faça um almoço ou jantar especial.

Mas outras vezes me sinto um pouco humilhada. Cozinhar é uma arte e a pessoa tem que nascer com o dom. Eu, além da imensa semelhança física, também herdei da mamãe a falta de talento culinário, ao contrário da minha irmã mais nova, que puxou à vovó e sonha em cursar gastronomia.

Claro que não morreira de fome, porque me viro bem, mas devo admitir que uando morava sozinha era uma tristeza. Nunca fazia nada diferente porque geralmente não fazia idéia do que fazer e, quando miraculosamente tinha imaginava alguma coisa não tinha tempo ou não tinha os ingredientes. O orçamento também não colaborava para a criatividade.

Mas a gota d’água foi um belo dia de domingo em que o Gustavo me confidenciou que estava cansado, mas que ainda teria que fazer o almoço para mim, meu cunhado e o italiano. Eu, tão solícita, me ofereci para cozinhar então. Ele pensou um pouco e finalmente disse: não, tudo bem, eu faço.

Tudo bem não gostar da minha proteína de soja, do meu arroz integral, do meu tempero. Mas daí a achar melhor ele cozinhar exausto do que eu fazer um macarrão, que seja, é muito humilhante…

h1

Dia do Café

terça-feira - 14/04/2009

E pensar que há um ano eu estava fazendo um tour pelas emergências dos hospitais de Brasília sem saber o que fazer com uma dor de cabeça infernal que não passava e que eu já estava começando a pensar que que não ia passar nunca mais… E pensar que eu joguei toda a culpa pelo que estava acontecendo no café. Admito que as insanas quantidades de cafeína que eu vinha ingerindo contribuiram, sim, para minha cefaléia, mas, graças a bons médicos e uma ótima psicóloga – além de um marido preocupado e uma mãe carinhosa -, consegui descobrir o que estava realmente me destruindo por dentro. Pena que até encontrar essas pessoas, a gente passa por cada uma…

Não reclamo, de maneira alguma, dos médicos que me atenderam nas emergências, todos tentaram ajudar no que podiam e, claro, me mandavam procurar um neurologista. Infelizmente não há neurologistas nas emergências, por isso ainda tive que esperar mais de uma semana até ser atendida por um senhor que, além de ser grosseiro no atendimento, ignorando o fato de que eu vinha sentindo dores de cabeça por duas semanas já, simplesmente me mandou tomar analgésicos de meia em meia hora até que a dor passasse. Me entupi de remédios e a dor não passou.

Tentei marcar consulta com outro neurologista e fiquei desesperada quando a secretária aivsou vque eu teria que esperar duas semanas para ser atendida. Sem saber o que fazer, principalmente porque mal conseguia pensar, fui coagida pelo meu marido a sutilmente invadir o consultório desse médico. Um ótimo médico, descobri depois. Me atendeu, e, depois de um bom diagnóstico – o que não significa um diagnóstico bom –, me internou e me sedou que eu dormisse e não sentisse dor até que os remédios começassem a fazer efeito. Foi ruim, aliás, foi péssimo, mas foi bom. Seis dias depois me sentia bem melhor, mesmo que fosse só por causa das drogas, e voltei para casa.

Hoje já posso tomar café, capuccino, irish coffee ou qualquer outra coisa que contenha cafeína sem sentir dor depois. Claro que ainda tomo café com um certo cuidado, afinal, ainda estou em tratamento. Mas não por muito tempo, eu espero. Meu psiquiatra estima que a partir de junho já comece a tirar a medicação. Ainda bem, porque essa coisa de tomar antidepressivo todo dia de manhã me deixa deprimida…

h1

Mad World

sábado - 11/04/2009

Nem nos sonhos mais selvagens Jesus imaginaria que sua morte e  ressurreição um dia estariam de algum modo relacionadas a um coelho que bota ovos de chocolate. Nem Richard Kelly foi tão longe… Será que alguém ainda lembra que o dia 12 de outubro é feriado porque é o dia da padroeira do Brasil e não porque é o Dia das Crianças?

No Natal até dá para forçar uma barra e imaginar que a troca de presentes tem alguma coisa a ver com os presentes dados pelos três reis magos ao menino Jesus. Mas será que aquele velhinho simpático com uma roupa vermelha esquisita fazia parte do presépio e eu não havia percebido antes?

Boa parte dos feriados brasileiros estão ligados ao catolicismo, em detrimento de outras religiões. Por exemplo, os evangélicos não veneram santos e os judeus nem ao menos consideram Jesus Cristo como o messias. Além do mais, isso tudo prejudica bastante a defesa de um estado laico.

De qualquer forma, se fôssemos nos remeter ao verdadeiro significado da sexta-feira da paixão, seria um dia de contrição… Mas, independentemente da origem do feriado, para mim todos eles são apenas mais um desculpa para reunir a família em volta de uma mesa coberta de delícias feitas pela vovó e comemorar o simples fato de estarmos todos juntos… Precisa de motivo melhor?

h1

Is this real life?

quarta-feira - 08/04/2009

Conheci uma sorveteria fantástica! Havia sempre um sorvete em teste, um sabor novo ou uma mistura ousada. Quem comprasse dele para experimentar, depois poderia tomar o sorvete que quisesse. Bom demais para ser verdade? Pois é, devo ter sonhado isso em janeiro. E ontem à noite sonhei que levei o meu marido para conhecer a tal sorveteria. Poderia ser um caso isolado, mas tenho sonhado com sequências quase todos os dias!

Outro dia foi a continuação de um pesadelo, de vários meses atrás também, em que a humanidade estava em extinção por causa de uma mistura de zumbi e ogro. No primeiro “episódio” ainda consegui fugir com um grupo para alguma outra cidade. Na sequência, que poderia muito bem se chamar “Extermínio II – A vingança”, não teve jeito, a humanidade não teve chance e foi extinta.

Se servir de consolo, os monstrões também foram extintos depois de um tempo… E de repente eu era uma ET azul que estava explorando a Terra e encontrando as casas completamente vazias. Nesse sonho/pesadelo, eu, entre várias ETs, fui a escolhida pelo chefão dos ETs para ser a fêmea dele contra a minha vontade. Depois disso eu acordei, então nem sei se eu consegui fugir ou não.

E pensar que eu nunca conseguia lembrar de sonho algum – se é que eu sonhava! – agora acordo e tenho sempre uma história mirabolante para contar. Seria até interessante se por um acaso esses sonhos/pesadelos não atrapalhassem tanto a minha noite de sono. Se antes eu dormia como uma pedrinha, agora meu sono ficou mais leve e até tive insônia há duas semanas, coisa que nunca havia acontecido.

Provavelmente são só os meus remedinhos dando sinal de vida, já que distúrbios do sono estão entre as reações adversas nas bula dos dois antidepressivos que estou tomando e, eu espero, devem cessar quando eu parar. Mais um motivo para eu querer me livrar deles o mais rápido possível, apesar de o meu médico já ter me alertado que só devo começar a retirar a medicação a partir de junho.

Enquanto isso, vou acompanhar com pesar a construção um super hotel de luxo exatamente onde ficava uma cachoeira linda na qual eu vivi aventuras incríveis… O que será que vai acontecer nos próximos capítulos?

h1

Fail!

sexta-feira - 21/11/2008

A humanidade está sedenta por cultura!

A biblioteca Europeana, lançada ontem pela União Européia com a missão de reunir na internet os acervos dos países do continente, morreu! Segundo o recadinho deixado no site, o interesse pelo site foi demais e alcançou 10 milhões de visitas por HORA! O site só deve voltar ao ar lá para o meio de dezembro…

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.