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Dia do Café

terça-feira - 14/04/2009

E pensar que há um ano eu estava fazendo um tour pelas emergências dos hospitais de Brasília sem saber o que fazer com uma dor de cabeça infernal que não passava e que eu já estava começando a pensar que que não ia passar nunca mais… E pensar que eu joguei toda a culpa pelo que estava acontecendo no café. Admito que as insanas quantidades de cafeína que eu vinha ingerindo contribuiram, sim, para minha cefaléia, mas, graças a bons médicos e uma ótima psicóloga – além de um marido preocupado e uma mãe carinhosa -, consegui descobrir o que estava realmente me destruindo por dentro. Pena que até encontrar essas pessoas, a gente passa por cada uma…

Não reclamo, de maneira alguma, dos médicos que me atenderam nas emergências, todos tentaram ajudar no que podiam e, claro, me mandavam procurar um neurologista. Infelizmente não há neurologistas nas emergências, por isso ainda tive que esperar mais de uma semana até ser atendida por um senhor que, além de ser grosseiro no atendimento, ignorando o fato de que eu vinha sentindo dores de cabeça por duas semanas já, simplesmente me mandou tomar analgésicos de meia em meia hora até que a dor passasse. Me entupi de remédios e a dor não passou.

Tentei marcar consulta com outro neurologista e fiquei desesperada quando a secretária aivsou vque eu teria que esperar duas semanas para ser atendida. Sem saber o que fazer, principalmente porque mal conseguia pensar, fui coagida pelo meu marido a sutilmente invadir o consultório desse médico. Um ótimo médico, descobri depois. Me atendeu, e, depois de um bom diagnóstico – o que não significa um diagnóstico bom –, me internou e me sedou que eu dormisse e não sentisse dor até que os remédios começassem a fazer efeito. Foi ruim, aliás, foi péssimo, mas foi bom. Seis dias depois me sentia bem melhor, mesmo que fosse só por causa das drogas, e voltei para casa.

Hoje já posso tomar café, capuccino, irish coffee ou qualquer outra coisa que contenha cafeína sem sentir dor depois. Claro que ainda tomo café com um certo cuidado, afinal, ainda estou em tratamento. Mas não por muito tempo, eu espero. Meu psiquiatra estima que a partir de junho já comece a tirar a medicação. Ainda bem, porque essa coisa de tomar antidepressivo todo dia de manhã me deixa deprimida…

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