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Uma Mente Brilhante

quinta-feira - 16/04/2009

O Oscar deste ano me pegou de surpresa. Apesar de ainda não ter visto praticamente nenhum dos filmes quando saiu a lista de indicados – já que eles demoram horrores chegar ao Brasil – comecei imediatamente uma torcida para que houvesse um empate e todos os diretores pudessem levar para casa aquele carinha dourado. Entre os indicados a melhor diretor, cada um tinha feito pelo menos um filme marcante na minha vida. Começando pelo Ron Howard…

Tudo bem que ele nunca foi muito de fazer filmes cults, mas não posso ignorar o fato de eu simplesmente adorava ver “Splash” e “Cocoon” na Sessão da Tarde! E vamos combinar que ele está fazendo muito suce$$o filmando os livrinhos do Dan Brown. Mas o filme dele que eu realmente gosto é “A Beautiful Mind”, que tem uma fotografia linda e uma história muito comovente.

Não entro numas de discutir sobre ele ser baseado em uma história real e se os acontecimentos foram aqueles ou não. Mas o importante é que eu não consigo lembrar desse filme sem pensar no meu marido. Pode ser que só eu no mundo ache isso, mas eu juro que existe uma certa semelhança física entre o Russel Crowe e o Gustavo, ainda mais nesse filme, em que ele faz um nerd – e meu marido é formado em mecatrônica.

Stephen Daldry parece ser uma cineasta iniciante – o que será que ele fazia antes? –, mas só parece, porque não é todo dia que alguém consegue tantos prêmios e indicações já no primeiro longa. Talvez alguns prefiram “The Hours”, mas para mim “Billy Elliot” já nasceu um clássico. Quando trabalhava em uma locadora e tinha que escolher o “filme ambiente”, Billy Elliot era sempre a minha primeira opção.

É difícil escolher um só filme de um diretor tão diverso e controverso como Gus Van Sant. Em “Good Will Hunting” e “Finding Forrester” ele cativa com uma direção precisa e em ”My Own Private Idaho” e “Paranoid Park” ele polemiza com uma direção ousada.

Outra característica marcante desse diretor é paixão por histórias reais, como em “Elephant” e “Last Days”, usando os extremos para retratar toda uma geração. Mas é em “Milk” que ele consegue reunir o seu talento para remontar a história real de Harvey Milk, emocionando até quem acha que não foi afetado por suas ações.

É impossível ver um filme de David Fincher e continuar a mesma pessoa depois. Ele tem o poder de transformar todo o fantástico de seus filmes em algo totalmente verossímel e ainda faz com que o público se identifique com os personagens, apesar de todos os personagens serem um tanto quanto peturbados.

“Fight Club” até hoje é um mistério para mim. Como pode um filme como aquele? Claro que da cabeça do Chuck Palahniuk não iria sair nada muito comum, mas a direção de David Fincher não permite que ninguém aponte furos na história. A força das imagens e toda a edição tornam esse filme uma obra-prima do cinema.

Chegamos então ao vencedor do Oscar de melhor filme e melhor direção. Danny Boyle é um gênio. Depois de ficar conhecido pelo suspense “Shallow Grave”, e ter cometido loucuras em “Trainspotting”, resolveu passear por vários outros gêneros. Resgatou o musical com “A Life Less Ordinary”. Ressussitou os filmes de zumbis em “28 Days Later”.

Em “Sunshine”, uma experiência de ficção científica, Danny Boyle produziu um filme hipnotizante pela beleza das imagens e pela complexidade na condução da história. O Oscar veio como reconhecimento de uma carreira Ganhou um Oscar com uma homenagem a Bollywood em “Slumdog Millionaire”.

Danny Boyle, com uma filmografia tão eclética, parece ter a mesma disposição que um outro cineasta que fez épico, comédia, suspense, ficção científica e foi bem sucedido em todas as suas obras. Danny Boyle pode não gostar de comparações, mas acredito que pode ajudar a diminuir a falta que Stanley Kubrick faz no cinema.

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